Análise do livro “Onde Vivem os Monstros”, de Maurice Sendak
- Cristiane Ribeiro
- 28 de set. de 2024
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Por Cristiane Ribeiro |

Maurice Sendak, ao receber a medalha Caldecott em 1964 por "Onde Vivem os Monstros", afirmou que o livro não foi feito para agradar a todos, mas especialmente as crianças.
A obra, que conquistou o título de livro ilustrado mais distinto para o público infantil, conta a história de Max, um garoto travesso cuja imaginação floresce após ser enviado para o quarto de castigo. Isolado, Max cria um universo onde ele se torna o rei de uma ilha habitada por monstros, mas logo sente a solidão e decide retornar ao aconchego de sua casa.
Sendak trouxe uma nova perspectiva para a literatura infantil da década de 60, sendo pioneira em explorar na literatura infantil os sentimentos das crianças. Ao escrever "Onde Vivem os Monstros", ele mergulhou nas emoções e angústias da infância, demonstrando a sua essência: a vulnerabilidade das crianças e sua luta por controlar o próprio universo interior.
As ilustrações e a paleta de cores são inesquecíveis, e caminham com a narrativa, refletindo tanto a fúria quanto a suavidade que permeiam a história. Tons de rosa, azul e verde com traços detalhados influenciaram muitos outros ilustradores que vieram depois.
Mas além da história narrada e das ilustrações, o que interpretamos? Uma mãe cansada, que coloca o filho de castigo, se arrepende e deixa um delicioso jantar no quarto esperando-o acordar do sono. Um filho que, magoado com a reação da mãe, dorme e imagina um mundo em que ele pode desabafar suas emoções em um bando de feras imaginárias, mandá-las para a cama sem o jantar e, então, ir para casa quando estiver calmo.
“Onde Vivem os Monstros”
Maurice Sendak
Editora: Companhia das Letrinhas (2023)
Indicado para crianças a partir de 2 anos
